Biba Fernandes – Chiwake


BIBAComo começou?

Na verdade eu não trabalhava com gastronomia, trabalhei durante 4 anos em uma Surf Shop e depois fui para o Rio de Janeiro. Fiquei lá durante 6 anos, cuidando da empresa, até que cansei de trabalhar em shopping.

Ao vim visitar minha filha, que hoje tem 18 anos, em Recife, fui a Porto de Galinhas e aluguei um espaço, onde tinha a intenção de montar uma lanchonete de comida natural, que seria o Barato Natural. No meio desse caminho, mudei de ideia e abri um bar, que chamava Expresso Meia Noite.

O bar funcionou durante 6 a 7 meses, e eu percebi que a proposta de vida que eu queria não era aquela, em que eu trocava o dia pela noite. Então foi quando eu conheci uma pessoa que trabalhava com sushi, um Sushiman, e resolvi vender tudo que eu tinha e ir pra São Paulo comprar os materiais pra abrir o Sushi, e esse outro rapaz fez a parte de sushi. A gente montou um restaurante Japonês chamado Expresso Sushi, e dai por diante começou gastronomia.

No primeiro e segundo ano foi uma beleza! Percebi que era isso que eu queria para a minha vida, e comecei a investir em cursos. Contratei gente de fora para me ensinar e ensinar o sushiman. Em umas das reformas que eu fiz no Expresso Sushi, coincidentemente, o arquiteto era o mesmo da casa peruana que eu tenho hoje, era o dono do Wanchako (restaurante peruano em Maceió). Fui a maceió, conheci o restaurante, e me apaixonei! A partir daí, foi um trabalho de 4 anos para comprar essa consultoria.

No início o restaurante era pra ser feito em Porto de Galinhas, mas o negócio começou a ficar muito grande e transferimos a ideia pra cá. Nessa consultoria, a consultora exigiu que o proprietário fosse um chef de cozinha, que foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida. Eu acho que pra você ser dono ou empreendedor, você tem que conhecer o que está fazendo. Então eu passei 8 meses em Maceió, onde comecei limpando cozinha e cortando cebola, até chegar no conhecimento geral que eu tenho hoje na cozinha peruana, e facilitou muito eu já ter tido o restaurante japonês. E o Chiwake começou assim, que é uma cozinha peruana com japonesa, uma cozinha Nekkei.

Então como já trabalhava com cozinha japonesa, eu tive uma afinidade muito grande com a peruana. O que me instigou e me fez ter essa paixão absurda quando eu conheci a culinária peruana. Isso tudo facilitou muito, com a vontade que eu estava, era novo, tinha 29 anos. O restaurante existe há 6 anos, mas o projeto começou há 10 anos.

Quais as dificuldades?

A maior dificuldade no início foi a implantação do primeiro restaurante peruano em Pernambuco (que se mantém único até hoje). Houve uma resistência muito grande porque as pessoas não conheciam a cozinha peruana, e eu arrisquei tudo que eu tinha. E eu acho que o grande do sucesso do restaurante, foi que, mesmo nos momentos de dificuldades, eu não tirei a qualidade dos produtos. Eu sabia que o produto era bom, a comida era boa, o restaurante era lindo, não tinha porque dar errado. Era só questão de tempo. Eu persisti, persisti e hoje, graças a Deus, é um sucesso.

E afinal, para você qual a receita do sucesso?

A receita do sucesso é uma junção de várias coisas: a persistência, o trabalho, é você ter um produto bom e de qualidade. Acho que a junção de tudo isso trás o sucesso, e um pouquinho de sorte também, é claro.

Restaurante Chiwake – Rua da Hora, 820 – Espinheiro, Recife/PE
Fone: (81) 4141-5000 ou (81) 3221-1606
Site: http://www.chiwake.com.br/